DE OLHO NO SEMESTRE : Fabio Borba destaca evolução do Brasil também pela base

Coordenador enxerga Xavante cada vez mais inserido de fato no cenário nacional

Por: Henrique König

A base do Grêmio Esportivo Brasil está de olho no segundo semestre. A entrevista com o coordenador Fabio Borba comprova que faltam apenas detalhes para o clube retornar presencialmente em busca das competições neste 2021. Ainda sem datas definidas, a disputa do Campeonato Gaúcho sub-20 e da Copa do Brasil sub-17 está nos planos.

Estruturalmente, o trabalho é para viabilizar o Centro de Formação de Atletas Xavante para receber os jovens. São detalhes na preparação dos gramados e vestiários. “É organizar o campo, atualizar os protocolos e também a questão financeira. Estamos indo atrás dos recursos necessários, ficando por dentro do custo dos testes de covid-19 e do custo das competições. É um momento difícil nesse sentido ainda”, alega Fabio.

O coordenador trabalha em conjunto com a comissão dos treinadores Matheus Kendzerski (dos sub-20) e Michael Corrales (dos sub-17). “Será uma retomada com ênfase nas partes física e técnica dos jogadores. Acredito que a vontade e a motivação dos atletas se superem, para amenizar o longo tempo de parada. Espero que seja um ponto positivo”, afirma Fabio.

Questionado sobre, considera a combinação com o técnico Claudio Tencati, dos profissionais, muito promissora. “É uma relação boa. Por exemplo, quando retomamos o sub-17 ano passado, tivemos pelo menos quatro

jogos-treino entre os adultos e eles. Tencati observa, é um profissional de mente aberta e boas ideias. A base é de interesse dele e a gente considera que ele vai nos ajudar muito. Ele não está restrito ao elenco profissional.”

A manutenção de Tencati para mais uma Série B vai de encontro a um momento de afirmação do Brasil no cenário nacional. Fabio comenta: “O clube está evoluindo, em crescimento. As dificuldades sempre vão existir, mas a mentalidade precisa crescer mesmo com as limitações, como são as impostas pela pandemia e, consequentemente, a financeira. Para nós, da base, é complicado, mas o Brasil mantém sua estrutura. O Brasil está na Série B, que é um nível em que merece estar, e quanto à base, entendemos que mantém um processo de evolução.”

Ele lamenta o prejuízo no projeto em 2020. “Tinha muita coisa boa para ocorrer.” Mas também destaca que as últimas competições disputadas foram nacionais: a Copa São Paulo de Juniores e a Copa do Brasil sub-17. O Xavante espera manter a participação nos torneios de alto nível.

“A gente pensa nos atletas em duas frentes: podendo ser aproveitados no clube, mas também fora dele. Sabemos que cada um tem a sua história e constrói a sua carreira. Temos contato de outros clubes para saberem dos atletas. Temos a situação do goleiro Davi, emprestado ao Ceará. Ano passado houve a situação do Léo Ferraz em Israel, mas o negócio não evoluiu. Enfim, estamos no mercado e construindo relações. A gente vê o clube no caminho certo”, conclui Fabio Borba, coordenador da base que manteve o cargo na transição entre as direções de Ricardo Fonseca e Nilton Pinheiro.

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